Empresa lança campanha para ampliar rede de parceiros locais, visando mais de 50% de nacionalização de peças até 2027 em sua nova fábrica em Camaçari (BA)
A BYD reforçou nesta semana seu compromisso com a industrialização brasileira ao lançar oficialmente uma campanha voltada à seleção de fornecedores nacionais para sua operação em Camaçari, na Bahia. Em evento online promovido em parceria com a Abipeças e o Sindipeças, a montadora apresentou a iniciativa “BYD Quer Conhecer Você”, com o objetivo de estruturar uma robusta cadeia de suprimentos local. A meta é ousada: alcançar mais de 50% de nacionalização de partes e peças até 2027.
O movimento marca mais um passo na estratégia da fabricante chinesa para consolidar sua presença industrial no país, ampliando a produção local e reduzindo a dependência de componentes importados. A iniciativa foi apresentada a quase 300 empresas brasileiras, interessadas em integrar a rede de fornecimento da marca.
Nacionalização estratégica da cadeia produtiva
De acordo com a BYD, a seleção de fornecedores abrangerá uma ampla variedade de componentes — de para-choques a baterias, incluindo pneus, peças estruturais e itens eletrônicos. A lista completa será divulgada em breve aos associados das entidades do setor.
“A BYD sempre teve em seu planejamento a fabricação completa dos carros no Brasil. Estamos em busca de parceiros em todo o país, especialmente na Bahia. A cadeia será formada por brasileiros”, afirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head comercial da BYD Auto Brasil.
A Continental Pneus, que já atua em Camaçari, foi a primeira empresa homologada oficialmente para fornecimento de componentes, inaugurando a nova fase produtiva da BYD no país.
Incentivos fiscais e apoio governamental
Durante o webinar, a BYD também apresentou um conjunto de incentivos fiscais oferecidos pelo governo da Bahia aos futuros fornecedores locais. A empresa se comprometeu a intermediar o diálogo com as autoridades estaduais, a fim de facilitar o acesso a benefícios tributários e ampliar a atratividade econômica da operação para empresas brasileiras.
As medidas visam não apenas otimizar custos, mas também fomentar o desenvolvimento industrial na região, gerando emprego e renda. Essa articulação reflete a visão da empresa em estabelecer um ecossistema produtivo sustentável, conectado aos objetivos de descarbonização e à transição energética.

