Saiba quais cores são mais valorizadas no mercado de seminovos, entenda as preferências dos consumidores e evite prejuízos na hora de vender seu carro
Escolher a cor de um carro vai além do gosto pessoal. No mercado de veículos novos e seminovos, a tonalidade da pintura pode influenciar diretamente no valor de revenda do automóvel — tanto positivamente quanto negativamente. Embora fatores como quilometragem, ano de fabricação e estado geral do veículo pesem mais, a cor pode ser decisiva no momento da negociação.
Entre tons neutros e vibrantes, algumas cores se destacam por sua alta aceitação e menor desvalorização, enquanto outras podem dificultar a revenda. Entenda como essa variável pode impactar financeiramente sua escolha.
Cores neutras dominam as preferências de mercado
Segundo dados da PPG, fabricante global de tintas automotivas, o branco lidera a preferência dos consumidores na América do Sul, representando cerca de 34% das vendas de carros novos. O preto aparece em segundo lugar com 18%, seguido por prata (12%) e cinza (12%). Entre as opções mais chamativas, o vermelho se destaca como a mais aceita, com aproximadamente 8% de preferência.
Essa dominância dos tons neutros não é à toa. Além de transmitirem elegância, sobriedade e versatilidade, essas cores tendem a ser mais fáceis de revender. São menos polêmicas, mais universais e não “envelhecem” com tanta rapidez em termos de tendência.
Vantagens e desvantagens das cores mais populares
Branco: popular e com alto apelo de revenda. Entretanto, sujeira e imperfeições na pintura aparecem com facilidade, especialmente em tons perolizados, que também podem ser mais difíceis e caros de reparar.
Preto: associado à sofisticação, mas também ao calor excessivo e à necessidade de limpeza constante. Pequenos riscos ficam mais visíveis.
Prata e cinza: são opções estáveis no mercado, com manutenção prática e boa aceitação. A pigmentação metálica pode encarecer reparos.
Vermelho: mesmo sendo mais chamativo, é melhor aceito que outras cores vivas e costuma ter melhor revenda do que verde, azul ou tonalidades personalizadas.
E quanto à tabela Fipe?
A Tabela Fipe, referência nacional para preços de carros, não leva em consideração a cor na hora de definir os valores médios. No entanto, o mercado leva. Compradores podem usar a cor como critério para barganhar o preço de modelos menos procurados ou oferecer um valor superior por veículos em cores mais populares.
Cores que dificultam a revenda
Cores muito personalizadas ou vibrantes como verde, laranja, amarelo ou rosa tendem a ter baixa aceitação. Apesar de expressarem personalidade, podem restringir o número de interessados. No universo dos seminovos, quanto mais fácil for agradar o comprador médio, melhor.
Conclusão: a cor vale dinheiro
Ao comprar um carro, escolher uma cor popular pode ser uma estratégia financeira inteligente. Modelos brancos, prateados, pretos ou cinza tendem a ser vendidos mais rapidamente e com menor depreciação. Já cores exóticas ou muito específicas podem reduzir o valor de revenda ou aumentar o tempo de espera por um comprador.
Antes de optar pela sua cor preferida, pense também na liquidez e no valor futuro do carro. O estilo importa — mas no mercado de usados, a cor certa pode colocar dinheiro a mais no seu bolso.



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Nao estou localizando enderecos de avaliacao no RIO DE JANEIRO
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