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Placa Mercosul

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Com o QR Code e novo padrão de letras e números, a nova Placa Mercosul promete ser muito mais segura que a antecessora.

Texto: Bárbara Lira

A Placa Mercosul foi implantada em território nacional em fevereiro de 2020, mas só há obrigatoriedade de substituição em alguns casos. Os Departamentos de Trânsito estaduais cobram a troca em casos de primeiro emplacamento para carros novos, alteração de categoria – quando um veículo particular passa a ser um carro de frota ou aluguel -, furto, roubo, extravio ou dano à placa e troca de município.

Itens da nova placa

padrão Placa Mercosul
Fonte: Detran/SP – Reprodução

A PIV (Placa de Identificação Veicular) continua predominante branca, com uma faixa na cor azul na margem superior, ao lado esquerdo está o logotipo do Mercosul, ao lado direito, a bandeira do Brasil e ao centro, em letras maiúsculas, a escrita BRASIL.

Na parte banca, logo abaixo da escrita Mercosul, existe um QR Code (que será melhor explicado ao longo desta matéria). Por fim, o novo padrão de estampagem, composto de 7 caracteres alfanuméricos.

Posso ter a nova placa mesmo não sendo obrigatório?

A troca é permitida mesmo não se enquadrando nos casos citados à cima. No entanto, vale ressaltar que é indispensável a realização de vistoria veicular para efetuar a substituição e emitir o novo Certificado de Registro de Veículo (CRV) – que é o documento do veículo -, que agora é digital.

Qual o custo e como faço para emplacar um veículo agora?

Os valores variam em cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o Detran sugere os preços de R$ 138,24 para carro, ônibus e caminhão e R$ 114,86 para motocicletas às emplacadoras.

Para saber precisamente o custo na sua região, basta acessar o site do Detran do seu estado para obter a informação.  

Além da placa, o processo de emplacamento também mudou. Antes, o Detran era responsável pela emissão do Certificado de Registro do Veículo (CRV) e autorizada a produção da placa, depois de receber a taxa paga pelo proprietário.

Com a autorização da entidade, bastava o dono ir até o posto de lacração determinado pelo Departamento com o veículo para que os dados de ordem de emplacamento fossem conferidos e, consequentemente, o procedimento fosse encerrado com a aplicação das placas.

O novo formato muda a logística do processo. O CRV é emitido e o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) é informando pelo Detran que a Placa Mercosul pode ser confeccionada.

O dono do veículo, então, recebe a autorização para estampagem da placa e fica livre para escolher o fornecedor – que podem ser conferidos no site do Detran de seu estado. Na emplacadora, o código de autorização de estampagem (AE) é conferido e vinculado ao QR Code e, após isso, a placa pode ser instalada.

O Detran SP disponibilizou uma lista das empresas estampadoras de placas que são credenciadas e prestam o serviço. Para obter informações sobre os locais de instalação é necessário entrar em contato com as empresas.

Como funciona a conversão dos caracteres alfanuméricos do novo modelo de placas?

Caso um motorista de um veículo usado, que já possua placa, faça a substituição da mesma para o novo modelo da PIV, os Detran adotarão uma regra-padrão de conversão dos caracteres alfanuméricos.

O antigo formato (XXX0000) foi substituído pela nova norma, que dispõe do modelo (XXX0X00). A tabela de conversão, que está disponível no site do Detran, permite que haja uma relação entre as placas antigas e as novas.

conversão placa antiga para Placa Mercosul
Fonte: Detran/SP – Reprodução

Como pode ser visto na imagem acima, a placa terá o segundo número substituído por uma letra. Exemplo: CBA4321 irá se tornar CBA4D21.

Com a nova formatação, é possível fazer mais de 450 milhões de combinações diferentes, que equivale a um número de combinações 160% maior do que era permitido no modelo anterior.

Segundo o Detran, considerando o padrão de crescimento da frota de veículos no Brasil, a expectativa é de que a nova formatação valha por mais de cem anos.

Outras curiosidades da Placa Mercosul:

Escolhendo minha placa

O consumidor receberá uma lista de placas que poderá utilizar em seu veículo, quando for emplacar um carro zero. Ou seja, o motorista pode escolher qual a sequência que será estampada em seu veículo sem pagar nada por isso.

Como identificar um carro de coleção ou de frota?

Tipos de placa Mercosul
Foto: Wikimidia

A parte superior pintada em azul e o fundo branco da nova placa serão sempre padrão para os veículos, o que muda são as cores das escritas. Confira:

  • Carros com placa de coleção são identificados pelos caracteres na cor cinza
  • Veículos de aluguel ficaram com a cor vermelha
  • Os automóveis com a placa predominantemente azul são oficiais
  • Os veículos diplomáticos estão entre os de cor dourados
  • Placas verdes são aquelas que anunciam os carros de teste de fabricantes ou outras empresas do segmento

Afinal, o que aparece ao escancear o QR Code da placa padrão Mercosul?

Como já foi dito à cima, o QR Code é um dos itens que compõem a nova placa. Mas, o que acontece quando alguém faz a leitura desse código?

Em uma espécie de tabela, aparecem todos os dados da estampagem, como: os números e letras da placa; a Unidade Federativa (UF) em que foi realizado o emplacamento; se a situação veicular é ativa ou não; e até o dia e hora que a estampagem aconteceu.

Além disso, são mostrados os caracteres finais do chassi do automóvel, marca, modelo, ano de fabricação e ano do modelo do carro.

Mas não se assuste. Por segurança, nem todos podem ter acesso à essas informações, que é exclusivo para quem tem cadastro no Denatran.

História

Desde 2018, o Departamento Nacional de Trânsito brasileiro começou a instalar as novas Placas de Identificação Veicular (PIV) no padrão Mercosul. O primeiro estado a aderir foi o Rio de Janeiro, mas, em fevereiro de 2020, a novidade se tornou obrigatória em todo território nacional  

Duas mudanças no design da placa já ocorreram desde foi aprovada. Em 2010, uma resolução unificou os modelos das estampas nas placas de veículos dos 4 países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

A versão mais nova – que se tornou padrão -, é isenta da identificação escrita do município onde foi feito o emplacamento e, conta também, com um QR Code, que possibilita a rastreabilidade, dificultando a clonagem e falsificação.

Além de uma reformulação no conhecido antigo padrão (3 letras, 4 números), agora, toda placa exige a sequência: 3 letras, 1 número, 1 letra, 2 números.

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