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8 fatores que influenciam na desvalorização do carro

Quilometragem, manutenção, procedência e até cor da pintura impactam o valor de revenda, que tem como referência a Tabela Fipe

A desvalorização é um dos principais custos indiretos na compra de um veículo. No momento da revenda, fatores como quilometragem, histórico de manutenção, estado de conservação e até a cor podem influenciar o valor oferecido, geralmente tendo como base a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que divulga preços médios de mercado.

Embora não exista um modelo que desvalorize menos de forma absoluta, alguns critérios são determinantes para preservar o valor de um carro ao longo do tempo.

1. Quilometragem

A quilometragem é um dos principais indicadores avaliados na revenda. Veículos com alta rodagem tendem a apresentar maior desgaste mecânico, o que impacta diretamente o preço, mesmo quando o estado geral aparenta ser bom.

2. Histórico de manutenção

Revisões realizadas dentro do cronograma do fabricante, com registros e notas fiscais, ajudam a sustentar o valor do veículo. Itens como freios, suspensão, pneus, sistema de arrefecimento e velas de ignição devem estar em boas condições.

Defeitos elétricos simples, como falhas em faróis, vidros elétricos ou lanternas, também influenciam negativamente na avaliação.

3. Conservação externa

Riscos, amassados, peças repintadas ou danos causados por granizo reduzem o valor de mercado. A integridade da pintura original é considerada um ponto positivo na negociação.

4. Conservação interna

Estofamento rasgado, manchas, odores fortes e desgaste excessivo no interior comprometem a percepção de cuidado. O estado do habitáculo costuma influenciar a decisão final do comprador.

5. Cor da carroceria

Cores neutras, como prata, branco e preto, tendem a ter maior liquidez no mercado brasileiro. Tonalidades menos convencionais podem restringir o público interessado e aumentar o tempo de revenda.

6. Procedência

Veículos que foram utilizados como táxi, locadora ou que passaram por leilão geralmente sofrem maior depreciação. A cidade de origem também pode influenciar a avaliação, especialmente em regiões litorâneas, devido ao risco de corrosão.

Em cidades com rodízio veicular, como São Paulo, o final da placa pode impactar a procura.

7. Acessórios e modificações

Modelos muito modificados, rebaixados ou com alterações estruturais tendem a ter menor aceitação no mercado tradicional. A ausência de itens considerados essenciais, como ar-condicionado e direção assistida, também reduz o valor.

Carros blindados, por exemplo, costumam apresentar desgaste adicional ao longo do tempo, especialmente nos vidros e estrutura.

8. Segmento e marca

Modelos populares e de marcas com ampla rede de assistência costumam ter maior liquidez. Já veículos importados ou de fabricantes com presença recente no país podem enfrentar maior desvalorização, principalmente em razão do custo e disponibilidade de peças.

A preservação do valor de um veículo depende de um conjunto de fatores mecânicos, estéticos e mercadológicos. Manutenção regular, documentação organizada e conservação adequada continuam sendo os principais elementos para reduzir perdas financeiras na hora da revenda.

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